Ela se perdeu em ruas desertas.
Ela,
no meio da rua,
suja de sangue,
se despiu.
Ela,
de mãos calejadas,
de joelhos ao chão,
lamenta.
Escorre-lhe o rio negro
vindo de seus olhos
que clamam por piedade.
O vento que sopra,
sobre seus ruivos fios,
tampa-lhe a face.
De pulsos libertos, então,
enxerga seu próprio caminho
como a idéia de um
inválido vagalume
na escura imensidão.
Em suas últimas
noites de tempestade
e enchentes nos olhos,
seu único desejo
foi uma seda sobre a pele
para lhe cobrir.
(Larissa Monteiro\Gustavo Toledo)
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Sem você e eu
Foi tão estranho
te ver diferente
e saber que
isso foi o certo.
É tão estranho
ver que cenas cotidianas
já são anos passados.
Os braços que hoje
me tocam
não são os seus
e não me sinto completa.
Os lábios a se tocar
são apenas
os lábios a se tocar.
Não há amor,
não há carinho,
nem mesmo eu.
te ver diferente
e saber que
isso foi o certo.
É tão estranho
ver que cenas cotidianas
já são anos passados.
Os braços que hoje
me tocam
não são os seus
e não me sinto completa.
Os lábios a se tocar
são apenas
os lábios a se tocar.
Não há amor,
não há carinho,
nem mesmo eu.
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